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[36883]
Torre, Maria Augusta Delgado da ; Breda, João - Assistência em cuidados de enfermagem à puérpera numa perspectiva antropobiológica. Porto  : [s.ed.], 2001. 158, [32] p.. O nascimento do primeiro filho corresponde a uma etapa importante de ciclo vital da mulher, caracterizada por sucessivas transformações e estados de desiquílibrio compreendida por alterações biofísicas, reajustamentos psicológicos, alterações da rotina do dia-a-dia, consolidação da relação mãe/filho, pais/filho e de relacionamento familiar, traduzindo vivências muito peculiares à mulher e família. Apesar da evolução crescente na ssistência em cuidados de saúde materno infantil, constata-se que na prática os cuidados de enfermagem estão demasiadamente centrados na puérpera, afastando-se do seu contexto familiar e cultural. Neste contexto, o estudo consistiu em conhecer as dificuldades e constrangimentos vividos pela mulher durante o período de puerpério e a realidade dos cuidados de enfermagem, tendo em conta os factores que interferem nessas práticas de acordo com uma intervenção de cuidados antropológicos. Para isso a opção metodológica do estudo orienta-se para uma abordagem qualitativa, na medida em que se propõe uma análise interpretativa  sobre as vivências expressas pelas puérperas em estudo e as práticas de cuidados de enfermagem à puérpera e família. Nesse sentido, foi realizado um estudo de natureza exploratória, no concelho de Viana do Castelo a um grupo de 11 puérpera, que tiveram o seu primeiro filho com parto hospitalar e a vigilância pré-natal num dos centros de saúde do mesmo concelho, e a 13 enfermeiras, três das quais em exercício no hospital e as restantes em três centros de saúde da área de assistência das puérperas entrevistadas. O instrumento de recolha de dados consistiu na entrevista semi-estruturada, recorrendo aos tópicos de um guião de orientação previamente elaborado e testado. Os resultados obtidos, após análise de conteúdo dos dados, sugerem as seguintes conclusões: as puérperas apresentam dificuldades e constrangimentos durante o período de puerpério relacionados com alterações biofísicas, emocionais, psicológicas e sociais. A família, nomeadamente a mãe/sogra, é o recurso mobilizado para superar essas dificuldades e necessidades. As intervenções de enfermagem não estão de acordo com as expectativas das puérperas, pelo que referem desejo de maior apoio e informação. Relativamente à prestação de cuidados de enfermagem conclui-se que as práticas actuais são desenvolvidas dentro da instituição, com cuidados aproximados ao modelo biomédico e reduzida intervenção no contexto familiar e sócio-cultural. As práticas surgem em momentos protocolizados, informalmente e por solicitação da puérpera nos cuidados de saúde primários e fortemente orientados pelas prescrições médicas em cuidados de saúde diferenciados. Os factores desfavoráveis identificados pelas enfermeiras dos cuidados de saúde primários e que interferem nas práticas de cuidados de enfermagem são o défice de recursos humanos, a ênfase dada à prestação de cuidados curativos e a falta de uma intervenção estruturada para operacionalizar as actividades de promoção da saúde. Para as enfermeiras dos cuidados de saúde diferenciados os factores desfavorecedores são, o curto tempo de internamento da puérpera e as condições físicas da instituição. O factor favorável às práticas de enfermagem, identificado pelos dois grupos de enfermeiras é a organização dos serviços com a actual metodologia de ttrabalho instituída, possibilitando melhor inter-relação entre enfermeira/puérpera, cuidaods personalizados e maior relação de confiança. É evidente neste estudo o desejo das puérperas obterem maior apoio por parte das enfermeiras, e a consciencialização destas para a necessidade de prestar cuidados à puérpera no seu contexto familiar e sócio-cultural. Perante estas conclusões e debruçando-nos sobre as práticas em cuidados de enfermagem, verifica-se que, as opiniões das enfermeiras ácerca das situação desejável vai ao encontro de uma assistência em cuidados antropológicos à puérpera e família e que, se torna um pouco distante da realidade actual. Neste sentido, apontam-se algumas propostas de intervenção de forma a contribuir para o contínuo aperfeiçoamento da prática de cuidados antropológicos em enfermagem.
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